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segunda-feira, 14 de março de 2016

Os três deveres de todo homem 4: A Provisão



Estamos acostumados com algumas facilidades que nos fazem esquecer por que as coisas são como são. Uma dessas facilidades é ter muitas coisas disponíveis a qualquer momento. É daí que vêm algumas piadas para crianças mimadas, como "você acha que o leite vem do supermercado?". O fato de muitos bens estarem acessíveis nos fazem, às vezes, achar que as coisas são assim naturalmente.

Não são. Se há carne na geladeira do açougue, é por que ela já passou por um processo complexo que envolve muita gente diferente. Isso, obviamente, nem sempre foi assim, e em alguns lugares continua não sendo. Em outras épocas e em outros lugares do planeta, pessoas precisam ir atrás do próprio alimento e fabricar aquilo que precisam para sobreviver.

Esse não costuma ser um trabalho simples. Imagine ter de sair de casa quando se é vizinho de animais perigosos e se mora num lugar de clima hostil. Não é raro que a fonte de alimentos e materiais estejam em lugares extremamente perigosos. Não é raro também que conseguir isso seja uma atividade perigosa e trabalhosa.

Quando desenvolvemos a agricultura e a criação de animais, melhoramos nossa situação, mas não sanamos todos esses problemas. Um agricultor ou criador ainda precisa lidar com animais, pestes e ladrões; e trabalhar duro.

Todas essas dificuldades sempre nos empurraram para a uma configuração natural de deveres: o trabalho de provisão é um dever masculino.


1. Caçar e colher

A caça, agricultura e coleta são as práticas mais antigas de provisão de alimentos. É interessante perceber que a caça, apesar de todas as inovações na aquisição de alimentos, continua servindo a essa função.

O motivo para isso vai além da sua necessidade para proteção de espécies e defesa, que contribuem para que continue sendo praticada. Uma caçada ensina - e qualquer caçador pode confirmar isso - o verdadeiro sentido da provisão, como o homem colocando em prática sua disposição para predador e estabelecendo uma relação com a natureza na qual ele vive.

Isso quer dizer que se nós perdemos o fio da realidade da provisão, enterrando-o sob várias camadas de diferentes processos, com a caçada e a colheita voltamos ao seu estado puro e essencial.


2. Trabalho

Isso quer dizer que o trabalho como temos atualmente é algo ruim? Devemos voltar todos para a caça e agricultura?

Não. Não há mal em trabalhar de forma "indireta" e conseguir dinheiro servindo a uma empresa ou organização. Mesmo que isso ofusque o primeiro sentido de provisão, não quer dizer que não haja provisão verdadeira dentro disso tudo. Só não podemos perder esse sentido tão facilmente.

Trabalhos e serviços para organizações e terceiros são, então, uma forma legítima e máscula de provisão. Através disso estamos servindo à sociedade, provendo também aos nossos iguais. Isso deve ser sempre uma boa motivação para que estejamos ativos, além da necessidade de sobreviver, é claro.



3. Papel de provedor na família
Dentro de uma família, o dever da provisão é compartilhado com a esposa, visando a sobrevivência do casal e dos filhos. É importante reafirmar o óbvio: mesmo que crianças façam pequenos trabalhos, elas não possuem obrigação nem estrutura para garantir o próprio sustento. Ninguém mais é responsável por essa garantia além dos pais.

A dinâmica familiar para conseguir alimentos sempre incluiu o casal no dever da provisão, mas dividiu homem e mulher para diferentes papéis.

Ao homem sempre coube conseguir os bens. Roupas ou couro; geladeiras ou lenha; carne de caça ou de açougue; peixe fresco ou da feira; móveis feitos ou comprados; qualquer bem que uma casa precise deveria ser conquistado pelo trabalho do homem.

A mulher, parceira, sempre cuidou da administração dos bens da casa. Cozinhando, lavando, limpando, distribuindo, preparando ou armazenando, a mulher participa na provisão dos bens.

O homem precisa sair da casa e trabalhar para adquirir bens. A mulher, na casa, cuida para que esses bens sirvam da melhor forma para a família inteira. É claro que a mulher pode, e às vezes precisa, trabalhar, mas isso não modifica, necessariamente, a divisão de papéis e obrigações aqui descrita.

Essa dinâmica sofreu mudanças profundas recentemente, mas os últimos 50 anos não podem sobrepor a forma como as coisas sempre foram feitas em uma família. Se hoje as coisas estão diferentes, ainda não é errado afirmar que essa é a dinâmica familiar para provisão que nos levou aonde estamos.


4. A acomodação 

Negligenciar a obrigação à provisão é mal visto pela sociedade, e há um motivo para isso.

Quando um homem nega a provisão para si, obriga que outros o sustentem, o que muitas vezes acontece por intermediação estatal. Se um homem tem uma fonte justa de sustento sem trabalho, está usufruindo de bens que a sociedade lhe oferece sem contribuir em nada para ela. Quem despreza o dever da provisão se acomoda nos benefícios de outros. 

Nem é necessário comentar os casos de descumprimento desse dever dentro de uma família, não é?

É claro que existem casos nos quais um homem é impedido de trabalhar. Isso não é o mesmo acomodamento, e é sempre viril ajudar pessoas assim. 


5. Conclusão

Prover para si mesmo e para a própria família faz parte de ser um homem. Ao contrário do que alguns dizem, esse não é um fardo ou desgraça, mas é simplesmente garantir a nossa sobrevivência nesse mundo. Voltar às raízes da provisão nos ensina como isso é necessário e como é insustentável que nos acomodemos na ilusão de que sem serviço poderemos sobreviver de forma justa.



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terça-feira, 1 de março de 2016

Os três deveres de todo homem 3: Proteção


Não houve tempo em que defesa fosse uma atividade preferencialmente feminina. Quando mulheres trabalharam para proteção, não o fizeram de forma prioritária. Se alguém tem que entrar em um campo de batalha, é um homem. Se alguém pode entrar em um campo de batalha, só às vezes é uma mulher.

Existem explicações biológicas para isso:

  • Homens possuem mais massa muscular, mais células vermelhas por volume de sangue, maior inclinação à agressividade, melhor percepção espacial, ossos mais fortes, entre outras características que nos tornam biologicamente mais capazes de lutar.
  • O número de mulheres de uma espécie é determinante para o sucesso evolutivo desta espécie (que é ligado à reprodução). Isso não se aplica de forma tão direta aos homens. Colocar a vida de um homem em risco é menos prejudicial que a de uma mulher.
Mas não somos gado. Não se pode tratar homens como bois reprodutores, únicos numa fazenda ou prontos para morrer ou matar; tratados com indiferença. Nossa espécie dominou a terra pela cooperação e dedicação ao próximo, manifestadas de forma mais evidente nas famílias. Esse é o caminho pelo qual os homens deram suas vidas. Não há um descarte: há um sacrifício pela vida de seus amigos. 

Nisso se baseia o dever da proteção: se há risco de vida, os homens é que devem carregá-lo e vencê-lo. Somos os mais capazes e mais indicados para isso. 

Encaremos esse dever com a seriedade de um garotinho brincando de super herói: sem medo ou auto-piedade, mas disposição para a grandeza e o bem.


1. A ilusão da segurança

Antigamente havia muito mais medo, o que exigia dos homens mais coragem. Hoje temos uma confortável ilusão de que o perigo é uma exceção, o que nos tornou covardes. A grande diferença entre esses dois tempos é que os nossos antepassados viviam riscos diretos e constantes, com a responsabilidade individual de sobreviver. 

Com o passar do tempo e das civilizações, armamos muros cada vez maiores contra os perigos que nos assombravam. Na idade média a proteção era uma aliança valiosa, base do feudalismo. Com seu fim, foi se tornando responsabilidade do Estado.

Só muito recentemente aceitamos que o papel do cidadão comum diminuísse tanto nessa área, reduzindo-se a quase zero. Uma atitude muito comum é simplesmente confiar em terceiros, imaginando-se totalmente livre de cuidar da própria segurança. Isso não é uma ilusão só por que existem exemplos de falhas graves na segurança estatal (o caso do Brasil é um dos principais), mas também por que essa transferência de deveres é impossível. Homens de bem sempre deverão se responsabilizar pela própria segurança, mesmo com a ação de uma força policial.

Os motivos para isso vão da incapacidade da policia de impedir todos os crimes à instabilidade de qualquer ordem humana. Somos levados a crer que dificilmente estaremos envolvidos em guerras, ataques, surtos ou qualquer outro perigo. Essa é uma mentira paralisante, parte da crise que sofre a masculinidade no mundo.

No Brasil existe reação a isso. O motivo é simples: nosso país é um dos mais violentos do mundo. Estamos sentindo na pele o erro de crer que não há motivos para estarmos preparados. Que isso não nos leve para covardia generalizada, mas para a bravura viril e cumprimento do nosso dever.


2. Homem e natureza

Não só no passado a natureza apresentou riscos de grandes proporções aos humanos. Nem é preciso ir para muito longe das grandes metrópoles brasileiras para confirmar isso. Uma das muitas ações de proteção contra animais, e talvez a mais antiga e importante, é a prática da caça

A caça legal serve ao controle de superpopulações de animais e é uma forma de preservação das espécies. Mas mais do que isso, sua prática traz habilidades necessárias para defesa contra ataques de animais. Para entender como isso pode ser uma necessidade, imagine que moradores do Alasca, região de muitos ursos, não pudessem usar a caça para defesa. É possível que não houvesse mais humanos habitando o lugar em alguns anos.

No Brasil a caça vem sofrendo restrições, mas ainda há seu uso para um controle adequado de espécies e segurança de populações.


3. Pai protetor

O pai é o responsável pela segurança de sua família. É dever dele:
  • Cuidar da casa estruturalmente para que ela seja sempre segura.
  • Determinar rotinas e procedimentos que visem evitar perigos (como um horário para trancar as portas e janelas).
  • Agir no caso de um ataque ou invasão. E para isso, arme-se.


Novamente, assuma esse dever. Não basta instalar um bom alarme e esperar que alguém cuide disso para você. A vida e dignidade da sua família não pode ser terceirizada.

Entretanto, é preciso calma. Medo e preocupação não podem te levar ao desespero. Não transforme a vida de sua família em um inferno sem necessidade para a proteger de sua imaginação. Conheça o perigo, prepare-se e aja. Não é momento para atitudes extremas que vão contra o bem-estar de quem você quer bem.

Cabem aqui os 8 conselhos para melhorar sua presença de espírito, já postados nesse blog.


4. Protetor na sociedade

Capacitar-se serve também para a defesa de pessoas dentro da sociedade. Isso se dá tanto pela participação em guerras visando a defesa de seus conterrâneos, como na ação de forças contra o crime - como a polícia -, mas também em ações individuais de proteção. Um exemplo recente dessa última foi o ato heroico de Francisco Erasmo Rodrigues de Lima, nas escadarias da Catedral da Sé, onde uma mulher era mantida como refém. Francisco colocou sua vida em risco atacando o sequestrador, que atirou nele e foi morto pela polícia. Esse é um grande exemplo de masculinidade vindo de um morador de rua que morreu pela vida de alguém que não conhecia.

Há ainda um combate que não pode ser ignorado e que se faz obrigatório em certos casos: a resistência contra a tirania. Quando o Estado, que deve servir ao povo, faz do povo seus servos, há tirania. O resultado desse abuso é frequentemente perseguição e morte. Ninguém mais pode agir contra essa situação, se não os homens de bem, dispostos a lutar pela liberdade de seu povo. 


5. Conclusão

É dever de cada homem se sentir responsável, mesmo que de maneira limitada, pela própria vida e segurança, pela de nossas famílias e de inocentes. Nós quase sabemos disso quando escolhemos nossas brincadeiras infantis. Poucos meninos não gostam de brincar com armas, encenando guerras e se fazendo de super heróis. Preparar-se, capacitar-se e estar atento para agir na hora certa são atitudes inspiradoras. Esse dever, como os outros, toca na nossa natureza. Mesmo assim, isso é largamente ignorado nos dias de hoje, o que
exige mais ainda de nós.



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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Os três deveres de todo homem 2: Paternidade

A primeira coisa que você deve saber sobre o dever da paternidade é que ele não é cumprido somente quando se tem filhos. Existem pais de muitos filhos que não cumprem esse dever e homens sem filhos que o cumprem. Quando nos referimos à paternidade, falamos de uma parte da condição masculina que envolve a capacidade para o papel de tutor, educador, guia e líder.


Todo homem tem a necessidade de liderar, guiar e tutorar; como um pai para um filho. Isso significa que um padre, que não pode formar uma família, ainda pode exercer a paternidade quando é um bom pároco. Significa também que o envolvimento de homens com a liderança - seja em empresas, comunidades ou instituições - está intimamente ligado a esse dever masculino.

Disso não se implica que todos os homens devem ser líderes comunitários, presidentes de empresas ou presidentes da república. Pelo contrário: Todo homem é chamado a guiar, liderar e tutorar - como um pai - mesmo um pequeno grupo, como uma família, sem que se perca em nobreza e responsabilidade.


1. Paternidade na família

A paternidade na família é grave por que essa é a comunidade por excelência. Todas as outras organizações e instituições humanas são formas de gerir as relações entre famílias e garantir a liberdade delas. Isso faz esse tipo de agrupamento o mais importante de todos. 

Qualquer família só pode ser reduzida aos indivíduos que a compõe. Estes têm entre si uma relação de hierarquia: Os pais regem a si e aos filhos, enquanto os filhos se submetem aos pais. Ao contrário do que parece pelo espantalho que fazem disto, a divisão de papéis na família não coloca a mulher em um plano inferior ao homem, mas sim num plano de parceria. Ao homem cabe assumir riscos, decidir e mobilizar; a mulher é sua auxiliar, colaboradora e beneficiária; uma sócia discreta atuando para o sucesso da família. Ela precisa estar submissa a ele e não criar conflito com suas decisões se quer ver qualquer sucesso. Digamos, para esclarecer melhor, que numa família o homem toma as decisões que envolvem a todos, mas não pode fazer isso sem a participação de sua esposa. Já a esposa, auxilia seu marido em suas decisões e não pode agir como "não colaboradora", o que significa cumprir as decisões feitas pelo homem com a sua participação. Isso nem se parece com uma relação de "senhor e escrava".

Pais também não são senhores de seus filhos. Ao contrário, seu dever é cuidar deles para que possam crescer como boas pessoas. Para isso os homens devem lhes prover bens materiais (dever que vamos falar na próxima postagem da série) e os educar da melhor forma.

Essa educação é essencial para a paternidade. Pais esperam que a escola eduque seus filhos. Na verdade a escola só existe para formar crianças em conteúdos básicos. Educação, que é o desenvolvimento de um ser humano, é papel exclusivo dos pais e das mães. Para os pais, pesam mais a atuação na imposição de limites, correção e transmissão da verdadeira masculinidade aos filhos homens. Repare: se seu filho precisa ouvir um "seja homem", deve ser de você, homem.

Mas entre pais e filhos também deve haver colaboração. Pais devem administrar a família visando também o crescimento saudável de seus filhos, enquanto os últimos devem aceitar as decisões de  seus pais, compreendendo que, antes de sua maioridade, são os seus responsáveis por decidir pelo seu bem.


2. Paternidade e autoridade

Ser pai de família é uma forma especial de paternidade, mas esse dever também se relaciona à administração e liderança de comunidades e instituições. O motivo da preferência de homens para serem os que se envolvem em questões políticas e administrativas está muito próximo ao motivo pelo qual homens são sempre os pais de uma família.

Estar em um cargo de liderança é se colocar em exposição para mobilizar pessoas a algum tipo de sucesso comunitário. Um líder deve ter voz firme (assim como um pai) e sabedoria para que isso ocorra. É necessário também que quem assuma essa responsabilidade esteja pronto para colocar sua vida em risco pelo bem do grupo. Os líderes entram na linha de frente, e isso é que faz com que mereçam respeito e obediência.

Esse papel pode ser deturpado, é óbvio, como  constantemente acontece. Homens de verdade que assumam um determinado poder para se sacrificar pelo bem de grupos e instituições sempre são necessários. Hoje, em meio a uma crise da masculinidade, sentimos que essa necessidade se faz ainda maior.

Assumir essa responsabilidade, entretanto, exige algo mais que ser um homem. É uma questão de vocação. Se política ou liderança de grupos não é para você, assuma sua família e trabalhe para ela.


3. Paternidade e indivíduo

O dever da paternidade também envolve uma atitude masculina de independência e autossuficiência. Ser capaz de tomar suas próprias decisões, segurança, capacidade de ficar sozinho e coragem capacitam você a viver uma "liderança de si", que é condição para liderança de qualquer outra coisa.

Essa independência também envolve educação. O processo de educação nunca ocorre sem a ação do indivíduo. Ela sempre é, de certa maneira, uma "auto-educação". Isso quer dizer que, esteja você em um curso, escola ou faculdade; nunca deixe sua educação nas mãos de alguém. Você deve ter as rédias desse processo em suas mãos.


4. Servilismo

Toda a idéia do dever de paternidade vai de encontro a ambição de alguns homens de viverem como se não fossem chamados a tomar decisões e atitudes, mesmo que em relação a própria vida. Isso é chamado de servilismo, um comportamento covarde que leva a uma forma dependente de viver.

Mesmo alguns homens em guerras, que eram submissos e estavam prontos para morrer pela vitória a qualquer hora, lutavam pela própria liberdade e de suas famílias ativamente. Isso mostra que o espírito servil não é apenas um ato de submissão qualquer, pois participar de uma hierarquia é natural. Esse espírito se define pela ausência de decisão e liderança de forma generalizada.

O servilismo também não é um sintoma de simples preguiça e moleza. Quando alguém age nesse espírito, o faz de maneira ativa e muitas vezes irascível. O homem de atitude servil está constantemente a espera de estímulos e ordens externas de grupos e autoridades, mesmo que elas cheguem na forma de pressão social. Respeito humano, bajulação, covardia e atitude defensiva são as formas clássicas de manifestação dessa atitude emasculada.

Esse é certamente o pior sintoma da falta da paternidade. O crescimento do servilismo é a morte da paternidade e a paternidade é o remédio ao servilismo. 


5. Conclusão

Fugir do seu dever de estar preparado para a paternidade e de ser um pai quando necessário, te leva ao servilismo, inação ou egoísmo. Todo homem é chamado a contribuir com a liderança, acrescentando coisas boas ao mundo através de mobilizações e decisões, ou ainda com grandiosos pequenos feitos, como ter um filho.





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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Os três deveres de todo homem 1: Os deveres que vêm com a masculinidade

Trabalho (1896) - Charles Sprague Pearce

Imagine que alguém está isolado da civilização vivendo em alguma floresta. Essa pessoa tem que tomar decisões para si mesmo, visando a própria sobrevivência e alguma qualidade de vida. Nessas condições, ela possui algum dever de trabalhar? A resposta é sim. Sem o trabalho de caçar, plantar, colher, construir ou se proteger, essa pessoa não poderia mais contar essa história em alguns dias. Na verdade, o mesmo se aplica a nós, civilizados. Sim! Em sociedade o trabalho é dividido e somos poupados de muitos riscos, mas ainda precisamos trabalhar para que possamos receber esses benefícios. Caso contrário, alguém terá que trabalhar por nós.

O trabalho é um ótimo exemplo de um dever que temos de cumprir. Após uma idade, somos obrigados a nos sustentar e contribuir para a sociedade com algum serviço. No contrário, só restam dois destinos: dependência ou morte. Assim é com qualquer dever natural: Nós os ganhamos ao nascer. Não é necessário que nos obriguem a cumpri-los, mas é de senso comum que qualquer negligência a eles significa passar adiante uma obrigação que é só nossa. Ignorar o dever do trabalho, por exemplo, não é livrar-se dele, mas passar seu peso para outra pessoa por puro egoísmo. Isso não é, nem de longe, justo.


Dever masculino

Alguns dos deveres naturais (esses que vêm com o nascimento) são determinados pelo gênero. Toda mulher possuí deveres femininos, assim como os homens possuem deveres que são de homens. Para nós, varões, essas obrigações podem ser colocadas em 3 palavras, os "3 P's": paternidade, proteção e provisão.

Sem cumprir esses três deveres não há vivência de masculinidade. Isso não significa que você não é um homem o suficiente se, por exemplo, nunca protegeu alguém. Ninguém precisa buscar oportunidades para preencher os 3 P's, como num check list da vida. O que importa é buscar por capacitação e ação nesses três pontos. Homens tem o dever de serem provedores, protetores ou pais no momento oportuno. Isso envolve atenção e preparação, e essa é uma boa parte do que se chama boa vivência da masculinidade.

Vivendo os 3 P's 

Nas próximas postagens abordaremos cada um destes deveres aprofundadamente. Além disso, quase todas as postagens desse blog passam por eles. É ideal que você considere cada um nas suas escolhas, objetivos e motivações, de forma a contribuir para o bem-comum e para o próprio crescimento com virilidade. 



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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Entre o Intelectual e o Brutamontes: O que buscar para a verdadeira masculinidade

Para o senso comum, alguém é mais viril quanto mais se parece com um bruto, estúpido, agressivo, rude e grandalhão. As pessoas costumam identificar como mais masculinos os homens mais predispostos ao combate cego, à violência gratuita e à raiva descontrolada. Sendo assim, a busca pelo conhecimento, a boa postura e até mesmo o cavalheirismo são taxados de "maricas". Essa visão errada exclui a possibilidade da verdadeira masculinidade, reduzindo tudo à uma caricatura odiosa.

Ainda assim, há o erro oposto. O homem que, fugindo dos estereótipos do "machão", cai no extremo oposto, está em constante risco de perder em virtudes de verdadeira masculinidade.

Ficamos entre intelectuais e brutamontes. Qual desses dois "tipos" representam melhor o homem que devemos buscar ser?

Sherlock Holmes: Um personagem "puramente intelectual". Ou quase isso.


1. O homem intelectual


Antes de mais nada, é importante quebrar a noção de masculinidade como algo ligado ao mundo físico, à força bruta e à atitude irracional ligada ao aqui e agora. Existe um motivo justo e simples para isso: qualquer um que leve isso a sério, tomando o hulk ou um gorila como modelo, está destinado a se tornar um inútil idiota. A vida de um homem precisa ir além de lutas, trabalho manual e prazeres compensatórios para ser mais plena. Lembre-se de que a masculinidade abrange também papéis sociais e exigências morais. Isso quer dizer que para que você possa se realizar como um homem, deve considerar também melhorar sua capacidade de tomar decisões, adequar-se socialmente, compreender o mundo a sua volta e se dedicar fielmente aos seus estudos. Tudo isso melhora não só seu ego e seu status, mas também os trabalhos manuais e as responsabilidades. 

"Homem intelectual" é como estamos chamando os estereótipos de homens que se dedicam à busca de conhecimento, ao bom comportamento e às virtudes. Isso está mais para "homens que usam o intelecto", que para a intelectualidade como classe e modalidade. Um bom exemplo de um desses homens é o homem de negócios, que procura capacitar-se mentalmente, aplicar técnicas e estratégias, basear-se em bons princípios e se portar de uma forma adequada em seu meio. 

Outro exemplo de homem que lida com o intelecto é o filósofo, o poeta ou o cientista. Todos estes estereótipos são marcados com características que se distanciam do modelo grosseiro e agressivo do brutamontes. 

No senso comum, muito da subjetividade e detalhismo buscado por esses homens é pura "veadagem". Vestir-se bem, ter bom gosto ou amar uma mulher - por exemplo -, seriam coisas para maricas. Essa concepção contradiz os grandes exemplos de masculinidade da humanidade e desconsidera mesmo que um homem seja capaz de buscar coisas elevadas e boas, como a beleza e o amor, o que é um erro infantil, e só se pode conceber sinceramente quando a ignorância e a cegueira são tidas como alto valor.

É claro que alguns problemas podem surgir se um homem se fecha em um mundo composto exclusivamente de posturas, detalhes e subjetividades. Ignorando a fortaleza, a necessidade de sacrifícios e outros valores masculinos, um homem pode tornar-se melindroso, materialista, covarde e/ou fútil. A existência de casos de homens assim justificam os preconceitos que se tem pelos tipos "intelectuais".


2. O homem brutamontes


Chamamos aqui de "Homem brutamontes" aqueles estereótipos de homens dedicados apenas às atividades e valores ligados aos objetos físicos, aos impulsos e à trabalhos manuais. Um exemplo de estereótipo assim é o típico sertanejo nordestino, com seu facão em punho, bravo como ninguém e considerado muito macho pela sua coragem e auto-sacrifício. 

Aí com certeza está muito da verdadeira masculinidade. É certamente viril o exercício das capacidades físicas masculinas e o desenvolvimento da coragem, força e resistência para situações adversas e para os papéis desempenhados por homens verdadeiros. Também se encaixam nesse modelo os trabalhadores manuais, guerreiros e bandeirantes.

Como já vimos, levar esse modelo ao extremo é uma verdadeira burrice. Desconsiderando o intelecto, a subjetividade, o espírito e os valores, um homem é podado de seu próprio crescimento. A agressividade insana, promovida por quem se acha muito másculo para não ter hombridade nenhuma, leva ao senso comum a imagem do "homem real" como um cego, violento, descontrolado e machista. Nos acostumamos a enxergar a masculinidade como algo baixo, vil, longe da civilidade.


3. O homem de verdade


Para ser um homem de verdade fuja de extremismos e comodismos. O primeiro passo a ser dado para se alcançar esse equilíbrio é em direção ao reconhecimento de si mesmo. Todo homem pode tender ao tipo "brutamontes" ou o "intelectual" e isso não é um problema, mas também devemos guardar na mente que não há um motivo para se buscar ser uma metade. Possuímos a disposição para as duas coisas, simplesmente por que uma não exclui a outra, como muitos fazem parecer. É seu dever reconhecer também o que te liga ao "outro lado" e fortalecer-se nisso. É parte da busca pela verdadeira masculinidade buscar ser um homem completo. Quando você se abrir a isso, entenderá que pode ser muito mais do que se limitava a ser.

Nesse momento se faz necessário observar também o seu meio, sua situação e o que te é exigido. Questionar-se "o que posso oferecer ao mundo?" e "quais são meus deveres?" te levará a exigir de si muito mais do que modelos que se encaixam em "brutamontes" ou "intelectual". Novamente: Você precisa ser um homem completo. 

Se você conseguir perceber o que é ser um homem completo, poderá concluir que essas divisões abstratas não te levam a ser mais homem. Na verdade, elas só te limitam. Seus interesses e exigências poderão, assim, ser complementados pelo "lado desprezado" e você será mais capaz do que antes.


4. Os dois homens 


Um símbolo que pode clarear essa questão é o selo da Ordem dos Templários. Neste selo se vê dois homens que montam em um mesmo cavalo. Uma interpretação relevante, entre diversas, é a da historiadora Barbara Frale, do Arquivo Secreto do Vaticano. Segundo ela, os dois homens são personagens do poema La Chanson de Roland (A Canção de Rolando) e representam virtudes necessárias à um templário: A ousadia, coragem e bravura; e a prudência, controle e equilíbrio. Nenhum grande homem na história desprezou esse objetivo duplo em nome de preconceitos e orgulhos infantis. Também não se permita desprezar.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Masculinidade é sacrifício

É possível diferenciar um homem de verdade de um emasculado pela sua disponibilidade de se sacrificar por algo. Com sacrifício, leia-se tanto aqueles que levam à morte, em casos graves, quanto aqueles menores, que podem ser pequenos desconfortos. Um homem de verdade deve estar preparado para se submeter a tudo isso quando necessário.

Brasileiros em Monte Castelo lutando pela liberdade.

Se você conhecer um pouco mais das sociedades em todo o mundo, verá que onde há a necessidade de sacrifício, ali estão os homens: para caças e buscas arriscadas de alimentos, grandes esforços em construções, na defesa de uma unidade familiar, nas atividades políticas (que nunca foram atividades seguras), nas guerras e em muitos outros casos, nos quais mulheres não estavam envolvidas ou não tinham a obrigação de estar.

Esse fenômeno tem por princípio a sobrevivência da espécie humana. Numa sociedade, a perda de mulheres significa menos filhos. O mesmo não se aplica de forma tão grave para os homens. Isso também se manifesta na nossa estrutura corporal, que é muito mais voltada para grandes esforços físicos que em mulheres. A presença do hormônio testosterona nos machos também determina que sejamos mais voltados à estratégia, tomada de riscos e agressividade. Tudo isso é uma prova de que somos, digamos dessa maneira, "programados" para o sacrífico.

Imagine como ilustração que uma tribo é atacada por outra tribo inimiga. As pessoas dali precisam decidir entre quem deve ser protegido e quem deve proteger. Ou seja, devem escolher quem se dará em sacrifício pelos seus amigos, família e compatriotas. Seriam os idosos? Poderiam ser as crianças, meninos e meninas? Que consequência teriam se fossem as mulheres? A decisão mais sensata (tomada por todos os povos com um bom número de homens), é recrutar os membros do sexo masculino. 

Esse princípio está implícito em muitos povos, principalmente os sujeitos a grandes adversidades. Podemos identificá-lo em muitos costumes e tradições da nossa sociedade. Quando se diz em situações de fuga que "mulheres e crianças devem ir primeiro", o fundamento está exatamente nisso. Outros pequenos exemplos são as antigas práticas de cavalheirismo.

É também o sacrifício que fundamenta outras virtudes masculinas. O que é da liderança, coragem, humildade, disciplina ou força; sem ele? Os papéis masculinos, virtudes e honra tem a doação como base. Um homem "maricas" é exatamente aquele que nega isso, fugindo para o conforto, preocupando-se com o próprio ego e vacilando frente a qualquer adversidade.

Nada disso indica que homens são inúteis e descartáveis. Pelo contrário. Isso significa que sempre tiveram uma importante função dentro da sociedade. Somos aqueles que por obrigação se esforçam pelo bem comum. Não é um sacrifício vão, mas uma responsabilidade. A formação e estilo de vida dos homens sempre seguiu isso e buscou nos preparar para assumir os desafios e dificuldades, protegendo aqueles a quem se ama. 

As mulheres, por sua vez, praticam importantes sacrifícios, mas precisam ser preservadas através da ação masculina, como forças vivas atuantes na sociedade. Sua função está menos em se colocar em risco e mais em cuidar e manter. 

Beside Them Stood the Women Quietly Loading the Guns, J.r. skelton (1888-1927)

Tudo isso não nos atinge como regras imutáveis, mas como importantes lições. É exigido de cada homem que se preocupe mais com sua obrigação ao sacrifício, mesmo que nos mais pequenos. Se você não é um soldado, operário, e vive uma vida confortável, pode descobrir, ainda assim, que sua vida está repleta de oportunidades de sacrifícios pelos seus próximos. Existem muitas doações que não tem aparência de uma, mas são tão importantes quanto as mais evidentes. Encontre sua área e atue. Vá ainda além: esteja sempre preparado. Aceite seu papel, treine, forme-se, integre-se. Não ame a própria vida ou conforto ao ponto de agir com egoísmo.

Mas não se esqueça de que nenhuma lição de sacrifício vale sem verdadeiro amor ao próximo. G. K. Chesterton, um dos homens de verdade do século passado, disse: "O bom soldado não luta porque odeia o que está na frente, mas sim porque ama o que está atrás". Essa é uma grande verdade, sem a qual não há sacrifício, mas vanidade. 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Homens, assumam seus papéis!



Você já reparou como muitos homens da sociedade brasileira atual parecem viver somente de acidentes? Repare que o comum, hoje, é que desde muito novos estejamos na escola. Como sequência disso, somos pressionados (e quem vive isso sabe que a pressão não é pouca) a entrar em uma universidade, o que nos leva a um emprego. Mesmo que seja muito difícil decidir uma carreira na idade em que a maioria dos jovens decidem, muitas vezes terminamos os cursos e até seguimos a carreira sentindo que não deveríamos. Isso por que sair de um curso não é algo simples, e é comum que não haja nada melhor. Só resta contentar-se com o que tem. 

A falta de conhecimento, capacidade de decisão e a pressão familiar e social nos levam a viver como barquinhos de papel na enxurrada: sem ação. Isso vale para outras áreas: Com um namoro, chega-se sem muito discernimento a um casamento, muitas vezes motivado por uma gravidez indesejada. E como consequência de uma péssima avaliação durante o namoro, muitos destes laços são quebrados num divórcio. 

O que está faltando para os homens, nesse sentido, é que saibam que papéis precisam desempenhar, como assumir, e o que isso significa. Falta também livrar-se do medo irracional de assumi-los e da aura negativa de que fazer isso é algo pesado e negativo, quando, na maioria das vezes, é uma verdadeira libertação, um motivo que estava faltando.

Esses papéis devem ser ensinados durante toda a formação, mas não só isso. Eles exigem certas habilidades e capacidades que precisam ser aprendidas durante a vida. Veja bem: Se um homem que assume o papel de esposo não sabe lidar com uma mulher de forma respeitosa, vendo as mulheres como objetos para seu prazer, ou pessoas burras e inferiores, não é capaz de cumprir esse papel de marido. Essa formação ausente - sobre lidar com mulheres com respeito e compreensão - deveria ter sido dada desde sua infância. Mas, o que vemos hoje é muita exigência para papéis que os homens nem podem prever que deverão passar (exigência que já vem do mesmo costume pelos pais de nossos pais), e uma rasa, se não vazia, preparação para elas.

Além da falta de modelos, que incentivariam a preparação e conhecimento das possibilidades de papéis a se assumir, o próprio conceito de "masculinidade" está deficiente. Quando se fala de "homem de verdade", hoje, falamos de garotões irresponsáveis, mulherengos, violentos, egoístas e, no fundo, infantis. Nada remete as responsabilidades que precisamos assumir, nem ao que precisamos aprender.

Ser um homem é também trabalhar duro e honrar nossos papéis. Como mudar em nós o que é preciso para que isso seja levado à prática?

1. "Responsabilidades" e "Papéis" não são pesos terríveis. Ao contrário: Podem ser a sua solução.


Precisamos rever o que significam estas palavras e o sentido que elas tem quando passam por nossos ouvidos. É certo que a impressão que causam é como algo que nos frustra, atrapalha, uma exigência maligna que não considera quem você é ou quer ser. Mas o que elas realmente querem dizer é diferente disso.

Uma responsabilidade é um compromisso que você assume com algo ou alguém. Se você, por exemplo, monta uma escola de futebol no seu bairro, ganha com isso uma responsabilidade. Somente você pode fazer o que faz por esta escola, e mesmo que você passe este dever para outra pessoa, você o faz como o responsável.

O papel é aquilo que se espera de você como membro de uma sociedade. Se você não assume um papel, pode-se afirmar que você ganha da sociedade, mas não contribui em nada com ela, pois não atua para sua evolução. Mas o papel não é algo que vem da sociedade unicamente para ela: ganhamos com isso, e oferecemos aquilo que temos de melhor, realizando o que somos.

Ou seja, se você realiza seus papéis e assume suas responsabilidades, luta e faz pelo que ama. Ser um homem livre e feliz passa por tomar consciência disso. Se você não conhece os papéis que desempenha e que pode desempenhar, estará limitado no campo de possibilidade de realizações, podado de fazer o que ama de forma responsável.

Além disso, estará vulnerável para que decidam e façam por você, sem capacidade de ação e decisão verdadeiras. Um homem de verdade não é um preguiçoso egoísta, é, sim, alguém que constrói seu próprio destino, lidando sabiamente com suas situações.

Fazer algo que ama é uma verdadeira solução para uma vida. Algo oposto a qualquer impressão superficial e egoísta de que assumir responsavelmente seus papeis é uma imposição limitadora.

2. Rastreando meus papéis: Quais são os papéis de um homem?


Uma pergunta que pode surgir é se existem papéis exclusivamente masculinos. A resposta é que sim. Mesmo que algumas possibilidades de papéis sejam semelhantes ou possíveis para homens e mulheres (ambos podem ter filhos, ser filhos, assumir empregos, etc.), as formas que um papel toma para os dois é muito diferente. 

O seu foco deve estar em explorar as especificidades que os papéis tem para os homens. A paternidade, por exemplo, exige a função de provedor e protetor, o que não vale com tanto peso para as mulheres. Como filho, você pode ser mais exigido para conseguir um emprego excelente, o que não é (ou não era) comum para filhas mulheres.

Os papéis de um homem não são inacessíveis às mulheres, mas um homem de verdade deve deve estar preparado para eles. De forma geral, os principais papéis assumidos por um homem são o de Pai, Profissional, Marido, Intelectual e Sacerdote. Se você explorar estas opções, suas variações e exigências, terá um leque para começar a entender suas possibilidades.

3. Menos exigências e mais preparo


Estamos sendo sempre exigidos por acidentes e expectativas de nossos responsáveis, mas muito pouco de nós sabe como lidar com um papel que a vida nos impõe ou que assumimos livremente. Isso nos leva a uma situação conflitante e desanimadora. Por exemplo: se você, como pai de família, é colocado numa situação em que deve agir independentemente pela proteção de sua família, pode estar tão carente das habilidades e conhecimentos sobre armas, estratégias de segurança e habilidades de luta, que isso se torna impraticável. 

Para que suas escolhas e sua posição sejam melhores, é importante que você adquira uma base de habilidades e conhecimentos, que vão te levar a bons resultados nas suas escolhas. Como eu expliquei no artigo Uma palavra sobre as carências e libertações, você deve encontrar modelos adequados de masculinidade e se educar para suprir o que te faltou na infância. Isso passa as mais simples brincadeiras infantis e sobe até os valores de verdadeira masculinidade.

Agora, recuperando nossa masculinidade, isso é mais importante do que exigir resultados imediatos. É para isso que esse blog funciona. Estamos  juntos buscando essa base e crescimento.

4. Sem pieguices, mas "siga seu coração"


Quando se tem testosterona nas veias, os interesses masculinos chegam. Isso não é uma frase bonita, e sim uma verdade, como mostra o documentário O Paradoxo da Igualdade de Gênero. Eu mesmo comprovo isso quando vejo que mesmo incentivado a situações de repressão de um comportamento e interesses masculinos, mantive esses interesses, vendo neles, hoje, uma libertação. 

Muitas das bases para os papéis que você deve assumir podem vir de interesses simples, como marcenaria, história das guerras, tecnologia, política, etc. Na prática e aprendizado para satisfação destes interesses nos tornamos aptos para a masculinidade, então siga seus interesses genuínos e busque aprender com eles. É este o motivo para que estas atividades e interesses sejam tão masculinas. Elas correspondem aos papéis de um homem.

5. Ame.



Pode parecer uma nova pieguice, mas só se você considerar o amor um sentimento bobo. Visto como doação e ação para o bem do outro, não é tão fútil assim. 

Amor para seus iguais na sociedade é a motivação para nossas ações e construções. Sem amor, amor evangélico, não há responsabilidade a se tomar, e os papéis se fundamentam unicamente numa convenção social, essa sim, fútil.

Ame sua família para assumir o papel de pai. Ame seus pacientes, como um médico. Ame seus pais, como um filho, e assim cumprirá seus deveres da maneira correta e verdadeiramente livre. Não são mais acidentes de percurso, mas decisões para o bem da sociedade e de seus próximos. Não há mais peso ou dificuldade, mas estímulo e motivação.