segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

A importância do esporte


Provavelmente você já percebeu que as academias estão em alta. Talvez nunca tenha sido tão comum associar saúde do corpo e atividade física à participação nesses ambientes. Esse é um cenário estranho que indica uma mudança de pensamento: estamos valorizando menos os esportes e seus objetivos. Mas eles seriam mesmo indispensáveis? A resposta é sim.

O entendimento da importância dessas atividades depende da compreensão de seus objetivos e características originais. Podemos ainda comparar isso com os objetivos das atividades físicas hoje populares para esclarecer o problema de sua desvalorização.


1. Para que serve um esporte

Quando assistimos a um jogo de futebol, por exemplo, imaginamos que tudo que ele envolve é puro divertimento. Isso é assim apenas em parte. Como qualquer jogo, o futebol é divertido e pode estimular rivalidades e apostas, mas não se pode resumi-lo a isso. Não se trata de um amontoado de aleatoriedades para entretenimento. Todo esporte tem a finalidade, às vezes oculta, de guardar um conjunto de capacidades físicas e habilidades.

O futebol, nosso melhor exemplo, ensina habilidades específicas - como controle de objetos no pé, velocidade e força de chute - para qualquer idade. Através da competição nos esforçamos para adquirir essas habilidades, impedindo que elas se percam da sociedade. A tradição esportiva é a maneira ideal de manter uma habilidade pelas gerações. Os antigos sabiam disso, e esse é o motivo pelo qual criavam competições esportivas como preparação física para guerras.

Cada modalidade esportiva guarda habilidades pela tradição. O boxe mantém técnicas de luta, a natação dá continuidade ao nado de velocidade, com o beisebol a reação rápida e a corrida de explosão se mantém vivas entre crianças e adultos. Essa não é a única maneira de se treinar e perpetuar uma habilidade, mas é, com certeza, a principal delas. Daí sua importância.





2. Os benefícios da prática esportiva

Os benefícios de se praticar esportes não se limitam a uma boa saúde e qualidade de vida, como se costuma pregar. Podemos listar três principais:

  1. Técnicas e habilidades. Quem faz um esporte desenvolve diversas capacidades, transferidas pela tradição.
  2. Competitividade saudável. Ao contrário do que se diz, competir não é um pecado. Na competição você aprende a ganhar pelos próprios méritos e esforços, e ainda lida com a derrota e a frustração. Tudo isso é importante desde a infância.
  3. Trabalho em time. Mesmo em esportes individuais a união de esforços para vitória é evidente. Essa característica contribui para uma maior sociabilidade e interação.


3. Comparando

A cultura na qual estamos inseridos perdeu muito dessa noção de esporte ligado a uma tradição útil para o desenvolvimento físico. Os comentários sobre saúde, mesmo de especialistas, vêm cada vez mais ligando a saúde do corpo à forma física. A mania de academia instrumentaliza o exercício e o treino (que são muito necessários) como meio para obtenção de um tipo físico específico que se opõe ao tipo "gordo". Nós estamos, enfim, buscando saúde numa prática ligada a estética.

A consequência disso é a quebra da transmissão de conhecimentos e capacidades típicas da prática esportiva normal. Não queremos mais adquirir habilidades ou desenvolver potências. Queremos força, é verdade, mas raramente aceitamos que ela não venha marcando nossos corpos com músculos.

Se um homem aceita isso, substitui a saúde do próprio corpo e os benefícios da atividade esportiva, necessárias para o trabalho e para a atividade de protetor, por uma vaidade mesquinha. 

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